Pular para o conteúdo principal

Ame sem reservas!




Viver um relacionamento pleno, com entrega saudável e compartilhada, é o desejo de quase todos nós. Quando nos abrimos sem reservas para uma relação, deixando que alguém entre nos nossos esconderijos e nos conheça de fato como somos, temos a bênção de nos enxergar no outro e crescer por meio dele. Relacionamentos são espelhos, e nos vermos refletidos em outra pessoa pode ser bom ou ruim dependendo do nosso grau de maturidade e evolução. Isso vale para todo tipo de relação. 

É por esse motivo que construir uma relação saudável dá trabalho. Para a maioria, é mais fácil se esconder do outro, se fechar em traumas do passado, não mostrar as feridas, ficar ruminando experiências ruins em vez de lavar a alma, aprender com os erros e começar de novo. Algumas pessoas têm tanto medo de se relacionar (e de se decepcionar novamente) que acabam se tornando emocionalmente indisponíveis, fechadas para o afeto. Ou, quando se relacionam, não se entregam, mantêm as emoções em sigilo, não se sentem confortáveis para compartilhar sentimentos. 

A indisponibilidade afetiva é encontrada mais frequentemente nos adultos, sobretudo nos homens. Chega a ser tão agravante que a pessoa emocionalmente indisponível, de tanto se proteger, termina afastando de si pessoas abertas afetivamente e que estão dispostas a amar sem reservas. Num excesso de proteção, elimina de sua vida relações que poderiam dar bons frutos. Neste sentido, os mais jovens saem ganhando por entrar numa relação de peito aberto, sem pensar em traumas passados, já que quase não os têm. No íntimo, as pessoas que não se entregam ao amor temem perder o controle da situação. Vivem controlando tudo na vida, sobretudo as emoções e a espontaneidade. 

Deixar fluir a vida e as emoções é edificante. A cada relação, amadurecemos um pouco. Em geral, enxergamos no outro aquilo que está escondido em nós e que tentamos a todo custo não trazer à superfície (ou que nem temos consciência de que existe). É mais fácil apontar o dedo em riste do que voltar-se para dentro de si e tentar modificar a si mesmo. Mudando a nós mesmos, mudamos as situações à nossa volta.

Então, se uma pessoa emocionalmente indisponível surge em nossa vida, é uma chance de praticarmos o amor incondicional: amar sem nada esperar. Entretanto, isso não significa que estaremos disponíveis a uma relação sem troca. Significa simplesmente que entendemos a situação, que amamos, mas que precisamos deixar, continuar nosso caminho em busca de seres que estejam na nossa vibração de amor e esperança. O amor é tão grandioso que não comporta o medo. Se há medo, não existe amor.   

A vida é breve, o amor urge, a afetividade é uma dádiva. Estar aberto para o amor é estar receptivo para a vida. Busquemos, então, a amorosidade presente nas relações saudáveis, a felicidade de amar sem reservas e de expandir a consciência por meio do outro. 

"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás todo o universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum." 

Por Sol Antônia

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Astrologia: Planetas na sétima casa do parceiro

Em astrologia, a sétima casa representa o nosso oposto, as características das pessoas que costumamos atrair para relacionamentos sérios e parcerias, a pessoa que tem muitas das qualidades que admiramos ou que faltam em nós. A sétima casa também nos mostra nossos inimigos declarados – que muitas vezes são pessoas em quem já confiamos ou com as quais já convivemos: ex-amigos, ex-amantes e ex-parceiros de negócios. Em geral, a pessoa que coloca o planeta na casa 7 da outra é que mais sente a força de atração ou interesse. Algumas vezes a colocação do planeta é indiferente para a pessoa da casa 7. Em termos de atração e romance, a casa 5 afeta mais as pessoas envolvidas. A casa 7 tem maior relação com os relacionamentos de compromisso, que já passaram pela casa 5, de romances. A colocação de um planeta na casa 7 de outra pessoa, em alguns casos, pode repelir a pessoa da casa, já que neste posicionamento o planeta faz oposição ao ascendente. Sol na casa 7 do parceiro...

A força de Plutão em astrologia

Adentrar nas terras de Plutão (Hades) não é para qualquer um. Regente de Escorpião, Plutão é o planeta da transformação, da morte, do renascimento, do poder pessoal. É uma energia fascinante de força que pode nos levar à luz ou às trevas dependendo do caminho que escolhemos seguir. As pessoas com forte influência de Plutão/Escorpião são intensas, não querem nada pela metade, ou é quente como vulcão ou... deixa pra lá, esquece. Nos relacionamentos, as pessoas plutonianas querem desvendar a alma, adentrar o outro, vasculhar-lhe os segredos, mergulhar fundo. Podem até se tornar obsessivas, como um detetive que só sossega ao desvendar um mistério. Plutão exige paixão. Não lhe dê apenas afagos ternos, dê-lhe verdade, inteireza, fusão, doe-se por inteiro, caso contrário ele perde o interesse. Pessoas rasas, que fogem de um olhar perscrutante, não chamam a atenção de Plutão. Ele gosta de mistério, de fogo, de queimar-se para poder renascer das cinzas, mais forte que antes, um ...

Quando o inconsciente rege nossa vida

O psicoterapeuta Carl Gustav Jung, em uma de suas frases célebres, disse: "Até você se tornar consciente, o inconsciente dirigirá sua vida, e você vai chamá-lo de destino". O inconsciente, esse “banco de dados” onde arquivamos todas as informações que absorvemos ao longo da vida, encontra-se reprimido pelo cérebro e não é acessado diariamente pela mente consciente. Esse arquivamento ocorre naturalmente ou pode vir de traumas causados por acidentes, perdas, mortes repentinas, abusos ou outras experiências dolorosas. Assim, esses pensamentos são realocados no cérebro, ficando abaixo da memória acessível. Segundo Sigmund Freud, o inconsciente pode desencadear doenças, neuroses, distúrbios e outros problemas mentais. Não podemos confundir inconsciente com subconsciente. Este se localiza abaixo da consciência e as informações nele armazenadas podem ser acessadas se nos esforçarmos, como para lembrar o nome de um livro, de uma pessoa ou de uma rua que esquecemos m...